quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vem ai...

Festa Julina na igreja Matriz da Paróquia Cristo Rei!
Teremos Quermesse, comidas típicas, músicas católicas, ação entre amigos com diversos prêmios e muito mais...
O quê:  Festa Julina
Local: Igreja Matriz
Quando: 23.07 Sábado
Horário: a partir das 19h

Fique por dentro

Nesta sexta-feira será realizada na comunidade Sagrado Coração de Jesus, no bairro Alameda, e na igreja matriz, no bairro Cristo Rei, a consagração ao Coração de Jesus.
No sábado, a Consagração ao Sagrado Coração de Maria Santíssima!
Informações: 3685 - 2097

Porque sucessor de Pedro?

Por: CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID - Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Neste tempo, em que acabamos de comemorar o Dia do Papa, não podemos deixar de fazer uma reflexão, ainda que breve, sobre São Pedro e o seu 265º sucessor, o nosso querido Bento XVI.
Pedro foi um homem que esteve muito próximo de Jesus, praticamente aos seus pés, durante todo o tempo em que percorreram os caminhos da evangelização. Através daquela convivência, suas imperfeições humanas foram sendo buriladas, culminando com o acolhimento ao dom do Espírito Santo, que o configurou ao Mestre, até mesmo no cálice do martírio.
Podemos fazer uma síntese dos momentos mais marcantes da vida de Pedro, a começar pelo chamado feito por Jesus, descrito logo no início do Evangelho de João: “Fixando nele o olhar, disse: ‘Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)’” (Jo 1,42).
Por ocasião do discurso sobre a Eucaristia, Jesus fala de si mesmo como verdadeiro Alimento espiritual. Diante da incompreensão e do afastamento de muitos discípulos, Ele dirige a pergunta aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?” Falando em nome dos demais, Pedro responde com uma belíssima profissão de fé, inspirada pelo próprio Deus: “Senhor, a quem iríamos nós? Só Tu tens palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus!” (Jo 6,67-69).
O Evangelista Mateus narra outra afirmação de fé do Apóstolo, a respeito da identidade de Jesus, freqüentemente tomado por um simples profeta: “‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!’” (Mt 16,15-16).
A fé é a condição fundamental de resposta ao chamado do Senhor. Mediante a profissão de Pedro, o próprio Cristo lhe confere o Primado sobre toda a Igreja: “Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18-19). Esta é a Igreja Católica, que permanece firme e fiel ao seu Senhor, apesar de todas as vicissitudes históricas, pelas quais tem passado.
Aproximando-se o termo da missão de Cristo, encontramos os diversos exemplos e recomendações de despedida, que Ele deixa aos Apóstolos. O mais marcante foi, sem dúvida, aquele descrito no episódio do Lava-Pés: “Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós”. Todos conhecemos a apressada mudança de disposição de Pedro, que passa da negativa: “Jamais me lavarás os pés!”, para a aquiescência exagerada: “Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça”. Percebemos que o Apóstolo ainda não compreende a plena dimensão daquele gesto porém, uma vez mais, a fé no Senhor e o desejo de segui-lo é que o guiam (cf. Jo 13,1-15).
O episódio da Paixão registra o momento de maior fraqueza de Pedro, com a tríplice negação do Senhor Jesus, diante dos inimigos. Mas, num dos encontros com Jesus Ressuscitado, a igualmente tríplice profissão de amor irá redimi-lo, definitivamente. Notemos que o grau de exigência de Jesus para com Pedro é grande, à altura do que lhe será confiado: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” Mediante a repetição da pergunta, Jesus exige compromisso e fidelidade. Pedro responde, entristecido: “Senhor, Tu sabes que te amo”. Sua fé, tantas vezes manifestada, agora é corroborada pelo amor.
Pela entrega radical, Pedro está apto a receber o ministério de apascentar o rebanho de Cristo (cf. Jo 21,15-19). Antes da vinda do Espírito Santo, ele já demonstra consciência de ser Vigário de Cristo na terra e Chefe do Colégio Apostólico. Conforme nos é referido nos Atos dos Apóstolos, ele cuida para que Matias suceda a Judas Iscariotes, o traidor (cf. At 1,15ss). Preside a eleição e o agrega ao Grupo dos Onze que, assim, retoma o número tradicional das doze tribos de Israel.
No dia de Pentecostes, Pedro encontra-se reunido com a Mãe de Jesus e mais 120 discípulos, aguardando aquele grande acontecimento da história de nossa salvação – a vinda do Espírito Santo. A partir de então, testemunhamos a força da pregação de Pedro às multidões, a sua inquestionável ascendência sobre os demais Apóstolos e a importância de sua autoridade na Igreja, como ficou demonstrado em tantos episódios, narrados pelos Atos dos Apóstolos como, por exemplo, o Concílio Apostólico de Jerusalém (cf. At 15,4-21).  
A tradição nos ensina que Pedro foi o primeiro Bispo de Roma, cidade onde morreu mártir, provavelmente no ano 64, época da perseguição empreendida pelo inqualificável imperador Nero contra os cristãos. Desde aquele tempo, a seqüência ininterrupta de sucessores de Pedro nos traz até aos Papas do nosso tempo. Dentre estes, Deus me concedeu a graça de conhecer Pio XII, herói silencioso do período da Segunda Guerra Mundial, João XXIII e Paulo VI, aqueles que conduziram o Concílio Vaticano II, o fato mais memorável do século passado, em nossa opinião.
Pessoalmente, tive, ainda, a honra de privar da amizade do Papa João Paulo II, que me confiou as maiores responsabilidades do meu ministério episcopal: a Diocese de São José dos Campos (SP), o Arcebispado de Florianópolis, do Rio de Janeiro e o Cardinalato. Mantivemos contacto profundo com aquele saudoso Papa durante todo o seu longo e fecundo Primado, cujo Magistério plasmou a feição da Igreja e influenciou o mundo inteiro, na segunda metade do século passado. Por isso, encontro-me entre os defensores da iniciativa de lhe atribuir o merecido título “o Grande”, ou “Magno”, que testemunhará, para as futuras gerações, sua memorável obra, inconfundível e perene.
Agora, temos a bênção de contar com a rocha firme, sobre a qual se fundamenta a Igreja, construída a partir da visibilidade de Cristo, na pessoa de Bento XVI - homem de cultura e sabedoria invejáveis, um dos maiores, senão o maior, teólogo do nosso tempo. Sua experiência se acumulou, ao longo dos anos, como Professor Catedrático, Arcebispo de Munique, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, fiel e incansável colaborador mui próximo a João Paulo II. 
Além de tudo, tem grande facilidade de comunicação, como seu antecessor. Bento XVI pode ser definido como a gentileza em pessoa, um músico, cuja arte, certamente, favorece a empatia espontânea e fácil com o público. Tanto sua reflexão teológica, quanto o ensinamento de seu Magistério, têm dado origem ao que há de melhor e mais sublime na literatura eclesiástica atual, verdadeira Sabedoria divina, filtrada em linguagem humana lindíssima e contagiante.
Que Deus o abençoe e conserve, para o bem das ovelhas do rebanho de Cristo, que ele apascenta, segundo o exemplo de Pedro, e conforme o mandato do próprio Pastor Supremo, nosso Salvador Jesus Cristo.

Pálio, a expressão da missão apostólica

Nos primeiros séculos do Cristianismo era exclusivo dos Papas

O que é o pálio? Ele é uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de 5 cm de largura e dois apendices – um na frente e outro nas costas. Possui seis cruzes bordadas em lã preta: quatro no colarinho e uma em cada um dos apêndices. É confeccionado pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecilia, em Roma.
Para fazer os pálios, elas utilizam a lã de dois cordeiros que são ofertados ao Papa anualmente, no dia 21 de janeiro, pois neste dia, celebra-se a Solenidade de Santa Inês, jovem mártir cristã dos primeiros séculos.
Uma vez confeccionados, os pálios são abençoados pelo Santo Padre, guardados numa arca junto ao tumulo do Apostólo São Pedro, o primeiro Pontífice, e entregues pelo próprio Papa, no dia 29 de junho de cada ano, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, aos Arcebispos nomeados após a celebraçao do ano anterior.
O uso do pálio, que nos primeiros séculos do Cristianismo era exclusivo dos Papas, passou a ser usado pelos Metropolitas a partir do século VI, tradição que vigora até os nossos dias.
Qual o significado do pálio usado pelo Arcebispo? Para entendê-lo, é importante ter presente que a Igreja Católica está organizada pelo mundo afora em províncias eclesiásticas. Cada uma é formada por algumas dioceses (não há número determinado) e uma arquidiocese.
À frente dela esta o Metropolita, que é o Arcebispo da diocese-sede. As palavras “arqui” e “arce”, colocadas junto às palavras diocese e bispo, vêm da língua grega, e significam “a primeira”, “o primeiro”. Assim, a Arquidiocese e o Arcebispo são “a primeira” e “o primeiro”, não em linha de importância, mas para serem aquela e aquele que devem estar a serviço e promoção da comunhão.

Após a sua nomeação de Arcebispo, deve o Metropolita pedir ao Bispo de Roma, o Papa, o pálio, símbolo de seu “poder” (o serviço e promoção da comunhão) na própria Província Eclesiástica e de sua comunhão com a Sé Apostólica. Uma vez recebido [pálio], usa-o unicamente dentro das funções litúrgicas, sobre os paramentos pontificais, dentro da Província a que preside, e unicamente nela.
E bom registrar aqui uma palavra final, mostrando a visão do próprio Papa Bento XVI sobre o pálio, pronunciada na homilia que ele fez, no dia 29 de junho de 2005, ao entregá-los aos Arcebispos daquele ano: “Estais para receber o palio das mãos do Sucessor de Pedro. Fizemo-lo abençoar, como pelo próprio Pedro, pondo-o ao lado do seu tumulo. Agora ele é expressão de nossa responsabilidade comum diante do ‘supremo pastor’, Jesus Cristo, da qual fala Pedro na sua Primeira Carta.
O palio é a expressão da nossa missao apostólica. E expressão da nossa comunhão, que no ministério petrino tem a sua garantia visível”.
Ajudem-me a ser digno do pálio que estou recebendo das mãos do Papa Bento XVI - na Basílica de São Pedro, no dia 29 de junho próximo, dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo - e a usá-lo com toda a consciência do seu significado.

ACOMPANHE O VÍDEO DA HISTÓRIA DO SUCESSOR DE PEDRO

Parabéns Santidade!

Missa em comemoração ao 60º aniversário Sacerdotal do Papa Bento XVI

A Santa Missa em comemoração aos 60 anos da Ordenação Sacerdotal de Bento XVI foi presidida pelo Pontífice na manhã desta quarta-feira, 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Pedro.
A paróquia Cristo Rei esteve em unidade com a Santa igreja na manha de hoje, celebrando essa data memorável com o vigário Padre Paulo Ricardo.
Ao longo da cerimônia, que foi transmitida em tempo real pela TV Canção Nova e TV aparecida, também houve a entrega do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos nomeados ao longo do último ano, entre os quais sete brasileiros.
O Papa centrou sua homilia entorno da expressão "Já não vos chamo servos, mas amigos" (cf. Jo 15, 15). Segundo o ordenamento litúrgico do tempo de sua Ordenação, essas palavras eram ditas pelo bispo ao final da cerimônia e significavam a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados.
"'Já não sois servos, mas amigos': nesta frase está encerrado o programa inteiro de uma vida sacerdotal", destacou. Ele disse que tal expressão gera uma grande alegria interior, mas, ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer o sacerdote sentir ao longo dos decênios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da bondade inexaurível de Deus.
"Senti-me impelido a dizer-vos uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o fato que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória", expressou.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Bento XVI escreve seu primeiro tweet e lança portal news.va


Leonardo Meira
Da Redação, com informações do Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé e L'Osservatore Romano

Através de um simples clique e uma mensagem no twitter, Bento XVI deu início na noite (hora local) desta terça-feira, 28, a uma nova aventura extraordinária para os meios de comunicação do Vaticano.
A partir do Palácio Apostólico, o Pontífice lançou o novo portal noticioso do vaticano, www.news.va, e também acolheu a proposta de abençoar os usuários da rede através de uma mensagem no twitter.
A ideia foi do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli. "Devo dizer que o Papa aceitou imediatamente e de bom grado [abençoar os usuários da rede e lançar o portal]. Além disso, ele estima muitíssimo a comunicação e, sobretudo, deseja que a Igreja esteja presente lá onde o homem vive e se encontra", disse Dom Celli à edição em italiano do jornal oficial do Vaticano, L'Osservatore Romano.
O foco das notícias serão as atividades e intervenções do Magistério do Santo Padre, as tomadas de posição dos Dicastérios da Santa Sé e os mais importantes acontecimentos ou situações ligados às várias igrejas particulares espalhadas mundo afora.
Nos primeiros meses, o portal estará disponível em apenas duas línguas: italiano e inglês. Após o término do verão europeu, haverá a primeira remodelação e abertura do site em ao menos uma outra língua, provavelmente espanhol. No entanto, também se deseja que haja disponibilidade em francês e português.